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Pesquisadoras contratadas pelo Ibope denunciam ameaças sofridas em Barbalha


Em denúncia realizada à Polícia Civil de Barbalha, no Cariri, pesquisadoras contratadas pelo Ibope Inteligência relataram terem sido hostilizadas e ameaçadas durante os trabalhos de pesquisa de intenção de voto na cidade.

Uma das denunciantes afirma, em boletim de ocorrência, que um homem a "abordou de forma violenta, apertou meu pescoço, deixando marcas, tentando me arrastar para dentro do carro dele. Disse que nos mataria se nos encontrasse novamente em Barbalha", afirma a pesquisadora no depoimento à polícia.

Um blogueiro da região do Cariri, identificado como Washington do Coco é o suspeito de hostilizar a pesquisadora. Em nota encaminhada ao Sistema Verdes Mares, ele nega uma atitude violenta ao se aproximar da pesquisadora. "Conversamos com a entrevistadora, educadamente. Fomos educados, fizemos as perguntas, não destratamos ninguém. Tudo isso foi gravado", argumentou.

Além disso, Washington do Coco afirma, em vídeo publicado em redes sociais, que a pesquisadora hostilizada trabalha de forma fraudulenta.

Um segundo homem, ainda não identificado, também foi apontado pelas denunciantes em depoimento como responsável por outras ameaças à equipe.

"O homem da moto [segunda pessoa denunciada pelos pesquisadores] me mostrou uma arma, ameaçando-me, dizendo que ia me tirar do bairro. Com isso, impediu a mim e a minha colega de continuarmos o trabalho. O homem da arma disse que nos mataria se nos encontrasse novamente em Barbalha. Depois eu e minha colega nos escondemos numa das casas da rua", disse a pesquisadora à Polícia Civil de Barbalha.

Investigações

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que as denúncias são investigadas pela Delegacia da Mulher de Barbalha.

Também em nota, o Ibope Inteligência repudiou o caso de agressão aos colaboradores. "O Ibope Inteligência repudia veementemente atitudes como as registradas em Barbalha, onde nossos pesquisadores foram hostilizados e ameaçados, sendo necessário o registro de um Boletim de Ocorrência."

"Somente este ano já fizemos pesquisas eleitorais em mais de 50 municípios e em nenhum deles enfrentamos problemas deste tipo", afirma o instituto. O Ibope também afirmou que "as equipes são treinadas para realizar as pesquisas seguindo padrões técnicos" e atua "estritamente dentro da legislação eleitoral".

Diário do Nordeste

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