Ceará reduz assassinatos em 7% no primeiro semestre, mais que a média nacional


Foto: Redes sociais

O número de assassinatos no país continua em queda em 2022, segundo o índice nacional de homicídios criado pelo g1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Foram 20,1 mil assassinatos nos primeiros seis meses deste ano, o que representa uma queda de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No Ceará, a queda fica acima da média nacional: uma redução de 7%. Foram 1.599 assassinatos no primeiro semestre de 2021 e 1.482 no mesmo período deste ano.

Estão contabilizadas no número as vítimas dos seguintes crimes:

homicídios dolosos (incluindo os feminicídios)

latrocínios (roubos seguidos de morte)

lesões corporais seguidas de morte

Em 2021, o Brasil teve uma queda de 7% no número de assassinatos, como apontou um levantamento exclusivo do Monitor da Violência. Foram 41,1 mil mortes violentas intencionais no país no ano passado, o menor número de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007.

Segundo especialistas do FBSP e do NEV-USP, o menor número de mortes é motivado por um conjunto de fatores, incluindo: mudanças na dinâmica do mercado de drogas brasileiro; maior controle e influência dos governos sobre os criminosos; apaziguamento de conflitos entre facções; políticas públicas de segurança e sociais; e redução do número de jovens na população.

Os dados do primeiro trimestre de 2022 apontam que:

houve aproximadamente 20,1 mil assassinatos nos primeiros seis meses deste ano, 1,1 mil mortes a menos que no mesmo período de 2021;

na contramão do país, oito estados registraram alta nas mortes: Minas Gerais, Piauí, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia

Roraima teve a maior queda: 34%

Rondônia teve o maior aumento nos crimes: 24%

O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do g1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: G1 CE

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